- I know it's mad but if I go to hell would you come with me or just leave?
- Don't be such an idiot.
- I know it's mad but if the world were ending would you kiss me or just leave me?
- You know I'd kiss you. You know I'd go to hell with you.
- With me?
- Yeah, with you. You know I love you.
- Do you love me just like I love you?
- No.
- Don't say that.
- I love you so much more than you love me.
- Promise me you'll never leave me!
- I don't have to. I'm never gonna leave you.
- Really?
- No matter what happens. I'm never gonna leave you. Never!
...and then she left me.
Simplesmente
É deprimente
Ser demais contente
Ou até talvez sorridente
Quem sabe um dia somente
A gente vá se tornar eternamente
Aquelaspessoastolas,fúteisetalvezridiculamente
Infantis a ponto de pensar que todos inevitavelmente
Serão iguais a todas as pessoas que nós inteligentemente
Chamamosdeamigos,colegasouatéconhecidos.Mastambéminutilmente
Tentamosfazercomqueomundosetorneaquelacoisainconstitucionalissimamente
Idealizadadetalmaneiraqueatémesmoseusidealizadorespensariamquenecessariamente
Nós teríamos feito tudo errado. Isso aqui já era pra ter acabado totalmente
Mas até que eu estou me divertindo. Onde eu estava mesmo? Ah sim, finalmente
Nós,sereshumanosquesomos,um dia,deixaremosdeserassimcomosomos,assimindiscutivelmente
Medíocres.Tãomedíocres.Mastãomedíocres.Ah,serhumanozinhomedíocreesse!É,medesculpe,euequivocadamente
Me empolguei a ponto de não saber mais quando é que eu vou acabar isso aqui. Felizmente
Isso aqui está chegando a um fim. Um fim que não é fim. É uma parte de mente.
Mente brilhantemente mente
Mente Brilhantemente brilha
Mente brilhantemente
Brilhantemente brilha
Brilhante mente mente
Brilhante mente brilha
Mente Brilhantemente brilha
Mente brilhantemente
Brilhantemente brilha
Brilhante mente mente
Brilhante mente brilha
- Por que eu estou chorando?
- Não sei. – É o que ela me responderia se eu a tivesse ligado.
Eu sabia que de nada ia adiantar telefonar para alguém uma hora daquelas. Eu sabia que ninguém ia poder me dizer por que eu estava chorando. Eu sabia que ninguém sabia por que eu estava chorando. Eu sabia que nem eu mesmo sabia por que eu estava chorando. Mas eu estava chorando. Então eu recorri ao meu melhor amigo e psicólogo: o papel. Eu sei que um psicólogo não deve ter vínculos afetivos com seu paciente, mas ele é o único que aceita meu plano de saúde.
"Eu tive um dia terrível. E o pior: nada me aconteceu. Sabe quando você simplesmente tem um dia terrível e a culpa é toda sua? Sabe quando você não tem motivos para estar triste e simplesmente culpa aquela velha ranzinza que era contra todas as leis de trânsito da auto-escola pra justificar sua tristeza ao mundo? Porque você não pode simplesmente estar triste, você precisa de motivos para isso. E eu até tenho, mas quem pergunta 'por que você está triste?' não quer receber 'porque a minha vida é uma merda, eu não sou quem eu quero ser. Eu não agüento mais essa vida de pessoa certinha que faz faculdade e tira notas boas. Eu estou assim porque eu não tenho coragem. Eu quero viajar pra bem longe, mas não tenho coragem. Eu quero trepar com qualquer pessoa que aparecer na minha frente, mas não tenho coragem. Eu quero fumar três carteiras de cigarro de uma só vez, mas não tenho coragem. Eu quero dar adeus a todo mundo que eu conheço e partir, mas não tenho coragem. Eu simplesmente percebi que não tenho coragem suficiente para nada e isso não vai mudar nunca' como resposta. Então eu simplesmente coloco a culpa da minha tristeza em outra pessoa que não eu. Eu estudei isso em 'psicologia para comunicação', acho que o nome é 'atribuição de causalidade’ (ou alguma coisa do tipo). Você precisa atribuir uma causa à sua ação ou ao seu sentimento para justificá-lo para a sociedade (ou para você mesmo já que você também é 'sociedade'), algo mais ou menos assim. Porque você não pode simplesmente ficar triste. Para você ficar triste, você precisa de um motivo para isso já que vão passar o dia todo te perguntando esse motivo. E não há nada pior no mundo do que essas 'preocupações', só te deixam pior. Elas te deixam desesperado por um lugar silencioso, calmo e solitário. Mas é impossível. Esse lugar sem mães que ligam o secador,no seu quarto, irmãos que ficam perguntando o que você está fazendo e padrastos que assistem televisão no último volume não existe. É só ilusão.
Eu quero ficar sozinho! Será que é tão difícil entender? E como ninguém entende, eu mando tudo e todos tomarem no cu quando quem mais merece tomar no cu sou eu mesmo. Eu chamo todo mundo de merda quando a maior merda que existe no mundo é essa que está escrevendo aqui. Eu mando todo mundo pra puta que o pariu, mas não existe filho da puta maior que eu. Eu xingo todos, mas, no fundo, eu estou me xingando. Eu mando todo mundo pra boba da peste do caralho a quatro, mas, no fundo, eu estou me mandando pra um lugar bem mais distante que a boba da peste do caralho a quatro.
Por isso que desisti daquele telefonema. Ela não iria esclarecer minhas dúvidas. Peguei o celular e joguei pro lado. Aí parei no sofá e fiquei sentado. No escuro. Olhando para o nada. E chorando. Chorando mais. Chorando mais e mais. Estava já desistindo de me levantar dali algum dia quando me lembrei que eu não tinha ninguém. Mas tinha você, doutor. Você me entenderia. Você aceitaria todas as minhas respostas. Você nem me faria perguntas, para falar a verdade. Você saberia que eu não queria responder nada pra ninguém. E você conseguiria amenizar a minha dor de algum jeito. Você sempre consegue. Você não fala muito, é claro, mas sempre me entende e nunca vem com perguntas do tipo 'por que você está triste?'. Para mim, não há analista melhor que você. Enfim, voltando...
Eu tinha dito que ia chegar em casa e me enforcar com o varal. Eu pensei que fosse brincadeira minha, mas, no fundo, essa era a minha vontade. Mas eu simplesmente não tenho coragem ,como eu já disse. Não tenho coragem de acabar com a minha tristeza. Não tenho coragem de acabar com essa merda toda.
Bem, acabou meu tempo. Meu plano não cobre mais do que isso por dia. Então... É, então eu já vou. Já foi suficiente por hoje, né? Porque eu não tava querendo me estender muito aqui pra não ter que pagar por fora de novo. Enfim, estou indo. Até a próxima, Dr. Papel"
Pronto, acabou a minha sessão. Até semana que vem.
- Não sei. – É o que ela me responderia se eu a tivesse ligado.
Eu sabia que de nada ia adiantar telefonar para alguém uma hora daquelas. Eu sabia que ninguém ia poder me dizer por que eu estava chorando. Eu sabia que ninguém sabia por que eu estava chorando. Eu sabia que nem eu mesmo sabia por que eu estava chorando. Mas eu estava chorando. Então eu recorri ao meu melhor amigo e psicólogo: o papel. Eu sei que um psicólogo não deve ter vínculos afetivos com seu paciente, mas ele é o único que aceita meu plano de saúde.
"Eu tive um dia terrível. E o pior: nada me aconteceu. Sabe quando você simplesmente tem um dia terrível e a culpa é toda sua? Sabe quando você não tem motivos para estar triste e simplesmente culpa aquela velha ranzinza que era contra todas as leis de trânsito da auto-escola pra justificar sua tristeza ao mundo? Porque você não pode simplesmente estar triste, você precisa de motivos para isso. E eu até tenho, mas quem pergunta 'por que você está triste?' não quer receber 'porque a minha vida é uma merda, eu não sou quem eu quero ser. Eu não agüento mais essa vida de pessoa certinha que faz faculdade e tira notas boas. Eu estou assim porque eu não tenho coragem. Eu quero viajar pra bem longe, mas não tenho coragem. Eu quero trepar com qualquer pessoa que aparecer na minha frente, mas não tenho coragem. Eu quero fumar três carteiras de cigarro de uma só vez, mas não tenho coragem. Eu quero dar adeus a todo mundo que eu conheço e partir, mas não tenho coragem. Eu simplesmente percebi que não tenho coragem suficiente para nada e isso não vai mudar nunca' como resposta. Então eu simplesmente coloco a culpa da minha tristeza em outra pessoa que não eu. Eu estudei isso em 'psicologia para comunicação', acho que o nome é 'atribuição de causalidade’ (ou alguma coisa do tipo). Você precisa atribuir uma causa à sua ação ou ao seu sentimento para justificá-lo para a sociedade (ou para você mesmo já que você também é 'sociedade'), algo mais ou menos assim. Porque você não pode simplesmente ficar triste. Para você ficar triste, você precisa de um motivo para isso já que vão passar o dia todo te perguntando esse motivo. E não há nada pior no mundo do que essas 'preocupações', só te deixam pior. Elas te deixam desesperado por um lugar silencioso, calmo e solitário. Mas é impossível. Esse lugar sem mães que ligam o secador,no seu quarto, irmãos que ficam perguntando o que você está fazendo e padrastos que assistem televisão no último volume não existe. É só ilusão.
Eu quero ficar sozinho! Será que é tão difícil entender? E como ninguém entende, eu mando tudo e todos tomarem no cu quando quem mais merece tomar no cu sou eu mesmo. Eu chamo todo mundo de merda quando a maior merda que existe no mundo é essa que está escrevendo aqui. Eu mando todo mundo pra puta que o pariu, mas não existe filho da puta maior que eu. Eu xingo todos, mas, no fundo, eu estou me xingando. Eu mando todo mundo pra boba da peste do caralho a quatro, mas, no fundo, eu estou me mandando pra um lugar bem mais distante que a boba da peste do caralho a quatro.
Por isso que desisti daquele telefonema. Ela não iria esclarecer minhas dúvidas. Peguei o celular e joguei pro lado. Aí parei no sofá e fiquei sentado. No escuro. Olhando para o nada. E chorando. Chorando mais. Chorando mais e mais. Estava já desistindo de me levantar dali algum dia quando me lembrei que eu não tinha ninguém. Mas tinha você, doutor. Você me entenderia. Você aceitaria todas as minhas respostas. Você nem me faria perguntas, para falar a verdade. Você saberia que eu não queria responder nada pra ninguém. E você conseguiria amenizar a minha dor de algum jeito. Você sempre consegue. Você não fala muito, é claro, mas sempre me entende e nunca vem com perguntas do tipo 'por que você está triste?'. Para mim, não há analista melhor que você. Enfim, voltando...
Eu tinha dito que ia chegar em casa e me enforcar com o varal. Eu pensei que fosse brincadeira minha, mas, no fundo, essa era a minha vontade. Mas eu simplesmente não tenho coragem ,como eu já disse. Não tenho coragem de acabar com a minha tristeza. Não tenho coragem de acabar com essa merda toda.
Bem, acabou meu tempo. Meu plano não cobre mais do que isso por dia. Então... É, então eu já vou. Já foi suficiente por hoje, né? Porque eu não tava querendo me estender muito aqui pra não ter que pagar por fora de novo. Enfim, estou indo. Até a próxima, Dr. Papel"
Pronto, acabou a minha sessão. Até semana que vem.
Um conto bem morno e sem graça pra passar o tempo.
- A vida hoje está me parecendo tão mais simples.
- Não. Pelo contrário. Está tudo complicado. Tudo conturbado. Tudo praticamente morto. Não tem como isso ser compreensível.
- Por que você tem sempre que ser tão pessimista?
- Não sou pessimista, sou realista.
- Não vamos começar essa discussão de novo, por favor.
- Mas não foi você que começou a discutir?
- Não. Eu só disse que a vida me parecia mais simples agora.
- E isso gerou uma discussão, então você começou a discutir.
- Por que eu sempre sou a culpada de tudo?
- Eu disse isso?
- Não, mas você sempre arranja um jeito de botar a culpa em mim.
- Olha quem fala.
- Olha quem fala o quê?
- Você começa a discutir e, do nada, põe a culpa em mim. Sou eu que sempre ponho a culpa em você?
- Como você é infantil!
- Eu? Infantil? Essa é a última coisa que eu sou no mundo. Bem que eu queria voltar a ser "infantil".
- Foi modo de falar.
- Pode ter sido qualquer coisa, nada vai me trazer a juventude de volta.
- E pra quê você quer sua juventude de volta?
- Pra viver.
- Mas você está vivo.
- Você me entendeu. A vida já não é mais a mesma. Queria voltar pra época em que não gastava 3/4 da minha aposentadoria em remédios-tarja-preta.
- A época em que você não recebia aposentadoria, você quer dizer.
- Mas recebia coisas melhores.
- Coisas melhores?
- A juventude é muito melhor que a velhice.
- Eu não acho.
- Você não acha?! Você é louca! Por que foi que eu me casei com você mesmo?
- Pelo fato de eu gostar da velhice é que não foi. Eu era muito nova quando me casei. Muito nova mesmo.
- Você se arrepende, é?
- Às vezes.
- Como ousa falar isso a seu marido?!
- Não estou dizendo que me arrependo de ter me casado com você. Eu me arrependo é de ter casado muito cedo. A gente poderia ter esperado um pouco mais.
- Pra quê? Pra ficarmos mais perto da decadência onde nos encontramos hoje?
- Não acho que estejamos decadentes. Pelo menos eu não estou. Eu evoluí, isso sim.
- Evoluiu sim. Evoluiu para um estágio mais avançado de alzheimer.
- Meu corpo está decadente, mas eu não sou só corpo.
- Mas o seu corpo é parte de você.
- Se um pedaço de uma maçã está podre, não quer dizer que a fruta inteira esteja.
- O que é que isso tem a ver com suas entradas francas em bailes da terceira idade?
- Você nunca foi bom com metáforas, não é mesmo? Por que foi que eu me casei com você?
- Ei, essa pergunta é minha!
- Que seja.
- Por que você é sempre tão alheia a tudo?
- Não sou alheia a tudo. Mas agora sei o que realmente vale a pena. E não vale a pena ficar discutindo besteiras da idade com você.
- Eu também sei o que não vale a pena: a velhice.
- Sabe o que realmente vale a pena? Ignorar você de vez em quando.
- Às vezes, tenho uma vontade monstra de te dar uns tapas.
- Homem, para de falar besteira. Você nunca teve coragem de bater em mim e não é agora que vai ter. Agora cale a boca que eu quero dormir. Já é tarde.
- Que horas são?
- Oito e meia da noite.
- Mas já?
- Pois é, já era para eu estar dormindo há um tempão se você não tivesse começado essa discussão.
- Já disse que não fui eu que comecei.
- Eu devia ter filmado o que eu falei pra você ficar discutindo com o vídeo e me deixar dormir.
- Não era você que queria conversar?
- Queria, mas é impossível manter um diálogo com você. Você torna toda e qualquer coisa uma discussão.
- Deixa de teu drama. Você queria conversar sobre o quê?
- Sobre como tudo agora me parece mais simples.
- Como o quê?
- Tudo.
- Tudo?
- É. Tudo.
- Como assim tudo?
- Tudo.
- Por que você é sempre tão monossilábica?
- Aham...
- Não me deixe falando sozinho! Não me ignore!
- Ahn...
- Você está achando o quê? Que só porque eu estou velho eu não sou capaz de nada?
- Hum...
- Duvido que você consiga fazer metade das...
Ele parou de discutir a ouvir o primeiro ronco da mulher. Estava casado com a mesma mulher há mais de cinquenta anos e era sempre assim. Ela começava a conversar. Ele resmungava. Ela rebatia. Ele discutia. Ela ficava de saco cheio. Ele discutia mais. Ela desistia da discussão. Ele persisitia nela. Ela dormia. Ele ficava falando sozinho. Ela roncava. Ele notava. Ela roncava mais. Ele virava. Ela continuava rocando. Ele fechava os olhos. Ela roncava loucamente. Ele dormia. E a discussão acabava.
- A vida hoje está me parecendo tão mais simples.
- Não. Pelo contrário. Está tudo complicado. Tudo conturbado. Tudo praticamente morto. Não tem como isso ser compreensível.
- Por que você tem sempre que ser tão pessimista?
- Não sou pessimista, sou realista.
- Não vamos começar essa discussão de novo, por favor.
- Mas não foi você que começou a discutir?
- Não. Eu só disse que a vida me parecia mais simples agora.
- E isso gerou uma discussão, então você começou a discutir.
- Por que eu sempre sou a culpada de tudo?
- Eu disse isso?
- Não, mas você sempre arranja um jeito de botar a culpa em mim.
- Olha quem fala.
- Olha quem fala o quê?
- Você começa a discutir e, do nada, põe a culpa em mim. Sou eu que sempre ponho a culpa em você?
- Como você é infantil!
- Eu? Infantil? Essa é a última coisa que eu sou no mundo. Bem que eu queria voltar a ser "infantil".
- Foi modo de falar.
- Pode ter sido qualquer coisa, nada vai me trazer a juventude de volta.
- E pra quê você quer sua juventude de volta?
- Pra viver.
- Mas você está vivo.
- Você me entendeu. A vida já não é mais a mesma. Queria voltar pra época em que não gastava 3/4 da minha aposentadoria em remédios-tarja-preta.
- A época em que você não recebia aposentadoria, você quer dizer.
- Mas recebia coisas melhores.
- Coisas melhores?
- A juventude é muito melhor que a velhice.
- Eu não acho.
- Você não acha?! Você é louca! Por que foi que eu me casei com você mesmo?
- Pelo fato de eu gostar da velhice é que não foi. Eu era muito nova quando me casei. Muito nova mesmo.
- Você se arrepende, é?
- Às vezes.
- Como ousa falar isso a seu marido?!
- Não estou dizendo que me arrependo de ter me casado com você. Eu me arrependo é de ter casado muito cedo. A gente poderia ter esperado um pouco mais.
- Pra quê? Pra ficarmos mais perto da decadência onde nos encontramos hoje?
- Não acho que estejamos decadentes. Pelo menos eu não estou. Eu evoluí, isso sim.
- Evoluiu sim. Evoluiu para um estágio mais avançado de alzheimer.
- Meu corpo está decadente, mas eu não sou só corpo.
- Mas o seu corpo é parte de você.
- Se um pedaço de uma maçã está podre, não quer dizer que a fruta inteira esteja.
- O que é que isso tem a ver com suas entradas francas em bailes da terceira idade?
- Você nunca foi bom com metáforas, não é mesmo? Por que foi que eu me casei com você?
- Ei, essa pergunta é minha!
- Que seja.
- Por que você é sempre tão alheia a tudo?
- Não sou alheia a tudo. Mas agora sei o que realmente vale a pena. E não vale a pena ficar discutindo besteiras da idade com você.
- Eu também sei o que não vale a pena: a velhice.
- Sabe o que realmente vale a pena? Ignorar você de vez em quando.
- Às vezes, tenho uma vontade monstra de te dar uns tapas.
- Homem, para de falar besteira. Você nunca teve coragem de bater em mim e não é agora que vai ter. Agora cale a boca que eu quero dormir. Já é tarde.
- Que horas são?
- Oito e meia da noite.
- Mas já?
- Pois é, já era para eu estar dormindo há um tempão se você não tivesse começado essa discussão.
- Já disse que não fui eu que comecei.
- Eu devia ter filmado o que eu falei pra você ficar discutindo com o vídeo e me deixar dormir.
- Não era você que queria conversar?
- Queria, mas é impossível manter um diálogo com você. Você torna toda e qualquer coisa uma discussão.
- Deixa de teu drama. Você queria conversar sobre o quê?
- Sobre como tudo agora me parece mais simples.
- Como o quê?
- Tudo.
- Tudo?
- É. Tudo.
- Como assim tudo?
- Tudo.
- Por que você é sempre tão monossilábica?
- Aham...
- Não me deixe falando sozinho! Não me ignore!
- Ahn...
- Você está achando o quê? Que só porque eu estou velho eu não sou capaz de nada?
- Hum...
- Duvido que você consiga fazer metade das...
Ele parou de discutir a ouvir o primeiro ronco da mulher. Estava casado com a mesma mulher há mais de cinquenta anos e era sempre assim. Ela começava a conversar. Ele resmungava. Ela rebatia. Ele discutia. Ela ficava de saco cheio. Ele discutia mais. Ela desistia da discussão. Ele persisitia nela. Ela dormia. Ele ficava falando sozinho. Ela roncava. Ele notava. Ela roncava mais. Ele virava. Ela continuava rocando. Ele fechava os olhos. Ela roncava loucamente. Ele dormia. E a discussão acabava.
É incrível como a inspiração me abandona nas horas em que mais preciso. Aquela idéia “genial” nunca aparece em momentos entediantes como uma aula sobre direção defensiva em uma aula teórica de uma auto-escolazinha qualquer. A inspiração sempre vem quando estou lendo algo interessante ou vendo um filme ou conversando ou fazendo qualquer coisa que não seja assistir uma aula sobre direção defensiva super entediante em uma auto-escolazinha qualquer.
Entre a “distância de segmento” e a “distância de reação”, eu me vejo desesperado para sair pela porta-de-hospital que fecha a sala e sair correndo e gritando “FREEDOM!” pelo meio da via dupla de faixas contínuas amarelas e brancas seccionadas em que fica este lugar.
Então eu queria escrever para passar o tempo, mas, infelizmente, o tédio causado pela multa aplicada em alguém que estacionou o carro do lado esquerdo da via levou embora toda a minha inspiração para qualquer coisa que interesse a alguém que não esteja sentado numa cadeira acolchoada ouvindo um bla bla bla constante sobre carros especiais poderem ou não estacionar na calçada. Eu queria escrever um conto! Mas, no máximo, eu conseguiria escrever uma narração pífia sobre alguém que não contou “mil e um, mil e dois”, acabou batendo no carro da frente devido a pequena distância de segmento e morreu embaixo de um ônibus.
- Não, mas eu acho, na minha opinião, que o guarda...
Foda-se o guarda! Foda-se o que você acha! Foda-se a sua opinião! Foda-se o seu pleonasmo vicioso! Foda-se o motorista defensivo! Foda-se a distância de frenagem! Foda-se o DETRAN! Foda-se o CETRAN! Foda-se o avanço de sinal! Foda-se a faixa contínua amarela! Foda-se a faixa branca seccionada! Foda-se o sinal de três tempos da Avenida Rotary! Fodam-se as multas leves, levíssimas, médias, medíssimas, graves e gravíssimas! Foda-se o trânsito! Foda-se a auto-escola! Foda-se o professor de aula teórica! Fodam-se as outras pessoas que estão assistindo aula junto comigo! Foda-se a menina com a blusa “não sou princesa, mas tb bjo sapo”! Foda-se a prova teórica que farei qualquer dia desses! Foda-se tudo essa porra!
Bem, hoje foi/está sendo apenas o segundo dia. Ainda tem mais sete se o sistema não estiver fora do ar. Ainda vão ter muitos dias entediantes. Ainda vão ter muitas ligações desesperadas para os meus amigos. Ainda vão ter muitas vontades loucas de sair gritando “FREEDOM!” pela rua. Ainda vão ter muitos textos sem inspiração por conta do tédio causado pelas passagens e ultrapassagens (Sim! Tem diferença (Sim! Eu não sabia (Sim! São três parênteses))) possíveis de se fazer e pelo direito que não é dado a ninguém ao se usar a sinaleira.
[Pausa para olhar no relógio]
[09:08]
- AINDA?! MEU BRAÇO JÁ ESTÁ DOENDO DE TANTO ESCREVER E AINDA NÃO SÃO NEM ONZE HORAS?! COMO ASSIM?!
[Pausa dramática para respirar fundo, bocejar e concluir]
Vou cochilar enquanto o professor fala sobre a tinta ruim que usam para pintar o meio-fio
Não tenho mais o que escrever.
Fim.
ANEXOS:

MEU REINO POR UMA COCA-COLA E UM COMPUTADOR COM INTERNET!
EU + 1 CAMA + 1 COLCHÃO + 1 LENÇOL + 1 EDREDON + 1 TRAVESSEIRO + ESTE FRIOZINHO = PARAÍSO! ♥
Comprovado cientificamente: motoristas defensivos me dão sono.
Estou cochilando, ligue mais tarde.
Estou cochilando, venha me falar sobre direção defensiva corretiva mais tarde. Ou mais nunca.
Eu não te amo. Eu não quero te ver. Eu não sinto saudade. Eu não penso em você o dia todo. Eu não tenho vontade de te ligar. Eu não ligo pra você. Eu não quero falar com você. Eu não espero a sua janela subir no meu messenger. Eu não olho suas fotos todo dia. Eu não me importo com você. Eu não quero que você fale comigo. Eu não quero você perto de mim. Eu não sinto um pingo de saudade. Eu não sinto um pingo de amor.
Eu preciso não te amar. Eu preciso não querer te ver. Eu preciso não sentir saudade. Eu preciso não pensar em você o dia todo. Eu preciso não ter vontade de te ligar. Eu preciso não ligar pra você. Eu preciso não querer falar com você. Eu preciso não esperar a sua janela subir no meu messenger. Eu preciso não olhar suas fotos todo dia. Eu preciso não me importar com você. Eu preciso não querer que você fale comigo. Eu preciso não querer você perto de mim. Eu preciso não sentir um pingo de saudade. Eu preciso não s um pingo de amor.
Eu não posso te amar. Eu não posso querer te ver. Eu não posso sentir saudade. Eu não posso pensar em você o dia todo. Eu não posso ter vontade de te ligar. Eu não posso ligar pra você. Eu não posso querer falar com você. Eu não posso esperar a sua janela subir no meu messenger. Eu não posso olhar suas fotos todo dia. Eu não posso me importar com você. Eu não posso querer que você fale comigo. Eu não posso querer você perto de mim. Eu não posso sentir um pingo de saudade. Eu não posso sentir um pingo de amor.
Eu não quero te amar. Eu não quero querer te ver. Eu não quero sentir saudade. Eu não quero pensar em você o dia todo. Eu não quero ter vontade de te ligar. Eu não quero ligar pra você. Eu não quero querer falar com você. Eu não quero esperar a sua janela subir no meu messenger. Eu não quero olhar suas fotos todo dia. Eu não quero me importar com você. Eu não quero querer que você fale comigo. Eu não quero querer você perto de mim. Eu não quero sentir um pingo de saudade. Eu não posso sentir um pingo de amor.
Eu te amo. Eu quero te ver. Eu sinto saudade. Eu penso em você o dia todo. Eu tenho vontade de te ligar. Eu ligo pra você. Eu quero falar com você. Eu espero a sua janela subir no meu messenger. Eu olho suas fotos todo dia. Eu me importo com você. Eu quero que você fale comigo. Eu quero você perto de mim. Eu sinto vários pingos de saudade. Eu sinto vários pingos de amor.
Considerações sobre o post: Escrevi isso há um tempão e não queria postar aqui. Mas eu gostei da forma dele, do modo como foi escrito. Desconsiderem tudo o que tem escrito. A pessoa a quem me refiro já passou e espero que não volte mais. E o que eu realmente quis passar com este post, ainda mais sendo postado agora é que nem sempre o que a gente demonstra é o que a gente realmente pensa.
Eu preciso não te amar. Eu preciso não querer te ver. Eu preciso não sentir saudade. Eu preciso não pensar em você o dia todo. Eu preciso não ter vontade de te ligar. Eu preciso não ligar pra você. Eu preciso não querer falar com você. Eu preciso não esperar a sua janela subir no meu messenger. Eu preciso não olhar suas fotos todo dia. Eu preciso não me importar com você. Eu preciso não querer que você fale comigo. Eu preciso não querer você perto de mim. Eu preciso não sentir um pingo de saudade. Eu preciso não s um pingo de amor.
Eu não posso te amar. Eu não posso querer te ver. Eu não posso sentir saudade. Eu não posso pensar em você o dia todo. Eu não posso ter vontade de te ligar. Eu não posso ligar pra você. Eu não posso querer falar com você. Eu não posso esperar a sua janela subir no meu messenger. Eu não posso olhar suas fotos todo dia. Eu não posso me importar com você. Eu não posso querer que você fale comigo. Eu não posso querer você perto de mim. Eu não posso sentir um pingo de saudade. Eu não posso sentir um pingo de amor.
Eu não quero te amar. Eu não quero querer te ver. Eu não quero sentir saudade. Eu não quero pensar em você o dia todo. Eu não quero ter vontade de te ligar. Eu não quero ligar pra você. Eu não quero querer falar com você. Eu não quero esperar a sua janela subir no meu messenger. Eu não quero olhar suas fotos todo dia. Eu não quero me importar com você. Eu não quero querer que você fale comigo. Eu não quero querer você perto de mim. Eu não quero sentir um pingo de saudade. Eu não posso sentir um pingo de amor.
Eu te amo. Eu quero te ver. Eu sinto saudade. Eu penso em você o dia todo. Eu tenho vontade de te ligar. Eu ligo pra você. Eu quero falar com você. Eu espero a sua janela subir no meu messenger. Eu olho suas fotos todo dia. Eu me importo com você. Eu quero que você fale comigo. Eu quero você perto de mim. Eu sinto vários pingos de saudade. Eu sinto vários pingos de amor.
Considerações sobre o post: Escrevi isso há um tempão e não queria postar aqui. Mas eu gostei da forma dele, do modo como foi escrito. Desconsiderem tudo o que tem escrito. A pessoa a quem me refiro já passou e espero que não volte mais. E o que eu realmente quis passar com este post, ainda mais sendo postado agora é que nem sempre o que a gente demonstra é o que a gente realmente pensa.
Ele era um reles professor com voz daquelas que foram feitas para serem imitadas. Com um rosto oval, ele cultivava um cabelo a base de máquina 5 ou 4 e uma barbixa muito mal feita. Com seus óculos de aro grosso e lentes de, no mínimo, 5 graus cada, ele fitava os alunos como uma cobra encara um rato, pronta para dar o bote. Seus ombros eram muito curvados para baixo, o que fazia qualquer camisa ficar totalmente estranha no corpo do professor. E hoje ele vestia uma camisa de botão xadrez nas cores verde, branco e cinza. Todos os botões estavam em suas casas, menos os dois últimos e os dois primeiros. No mínimo, estranho. Sua calça bege, meio axadrezada também, tinha um chaveiro pendurado no cós, um bolso-de-bunda inchado por causa de uma carteira provavelmente, um gancho de alguma coisa que parecia um outro chaveiro saindo de um bolso da frente e uma mancha enorme de água sanitária na parte superior da perna direita. E ainda calçava um tênis bege-da-cor-da-calça e um cadarço nojento branco caindo por cima da camurça de que era feito o tênis.
E com aquele tique na boca que fazia com que o professor sempre parecesse estar mascando chiclete, ele dizia:
- Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, Platão.
- Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, Sócrates.
- Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, Aristóteles.
- Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, (...), bla.
Era um bla bla bla interminável. Eterno. Maior que o oito deitado que um aluno insistia em desenhar em sua banca. Mais eterno que o mais eterno dos eternos.
Aí pronto. Acabou. Deu 15h20. O professor saiu da sala.
É incrível como alguns minutos podem durar horas.
P. S.: Baseado em fatos reais
E com aquele tique na boca que fazia com que o professor sempre parecesse estar mascando chiclete, ele dizia:
- Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, Platão.
- Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, Sócrates.
- Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, Aristóteles.
- Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, (...), bla.
Era um bla bla bla interminável. Eterno. Maior que o oito deitado que um aluno insistia em desenhar em sua banca. Mais eterno que o mais eterno dos eternos.
Aí pronto. Acabou. Deu 15h20. O professor saiu da sala.
É incrível como alguns minutos podem durar horas.
P. S.: Baseado em fatos reais
Falar sobre o jornalismo alagoano é discorrer sobre um jornalismo arcaico, marcado por forte sotaque, sensacionalismo, chavões, notícias ambíguas e algumas outras características que marcam um jornalismo decididamente falho. Isso sem falar que a grande maioria dos veículos de comunicação do estado são controlados por políticos, o que faz com que a notícia veiculada geralmente seja manipulada para engrandecê-los e censurar, mesmo que sutilmente, as críticas a eles. Isso empobrece o conteúdo dos jornais locais.
A fala de qualquer jornalismo de qualquer lugar é sempre mais afetada que a escrita pois a fala é imediata e a escrita é a longo prazo. O jornalista erra a fala e não tem como corrigir totalmente este erro. Na escrita, o texto pode ser revisado inúmeras vezes antes de ser publicado. E em Alagoas não seria diferente. Mas isso não ocorre tão constantemente em todos os jornais. O problema maior deste estado é o idolatrado jornalismo sensacionalista escrachado. É nesse tipo de jornalismo, se é que pode ser considerado jornalismo, que aparecem a maioria dos problemas de linguagem citados acima. Esses jornais policiais são repletos de erros gramaticais, chavões e um nível de linguagem tão baixo quanto o menor dos sete anões. Isso sem falar no rádio, onde as informações precisam ser veiculadas rapidamente, o que leva a uma quantidade maior de erros falados, mas esse não é um problema apenas alagoano, então não é um assunto que deva ser aprofundado aqui.
No contexto da escrita, os erros gramaticais e derivados são muito menores, logicamente, porque há uma revisão antes de o jornal ir para as bancas. Mas, às vezes, mesmo com esta revisão, notícias ambíguas muitas vezes são veiculadas nos jornais locais. Isso sem falar da Internet. A tecnologia via web tem se tornado tão instantânea e rápida que, às vezes, a notícia é publicada sem nenhuma revisão, gerando erros e mais erros. A busca pelo furo jornalístico é tão intensa que não estão mais se preocupando com a qualidade da informação e sim com a velocidade dela. No contexto alagoano, o fato da politicagem intimamente ligada ao jornalismo, faz com que a qualidade das notícias caia muito.
Cabe ao leitor ou ao espectador selecionar a qualidade e o tipo de notícia que quer receber. Só com um público mais crítico e seletivo, o jornalismo alagoano poderá evoluir e transpassar as barreiras que fazem com que este jornalismo fique parado no tempo. Cabe também aos jornalistas lutar por essa melhora na qualidade da informação, afinal de contas, são eles os responsáveis pela informação da população. E se não há uma transmissão que realmente preste, então não há como o leitor ser seletivo.
A fala de qualquer jornalismo de qualquer lugar é sempre mais afetada que a escrita pois a fala é imediata e a escrita é a longo prazo. O jornalista erra a fala e não tem como corrigir totalmente este erro. Na escrita, o texto pode ser revisado inúmeras vezes antes de ser publicado. E em Alagoas não seria diferente. Mas isso não ocorre tão constantemente em todos os jornais. O problema maior deste estado é o idolatrado jornalismo sensacionalista escrachado. É nesse tipo de jornalismo, se é que pode ser considerado jornalismo, que aparecem a maioria dos problemas de linguagem citados acima. Esses jornais policiais são repletos de erros gramaticais, chavões e um nível de linguagem tão baixo quanto o menor dos sete anões. Isso sem falar no rádio, onde as informações precisam ser veiculadas rapidamente, o que leva a uma quantidade maior de erros falados, mas esse não é um problema apenas alagoano, então não é um assunto que deva ser aprofundado aqui.
No contexto da escrita, os erros gramaticais e derivados são muito menores, logicamente, porque há uma revisão antes de o jornal ir para as bancas. Mas, às vezes, mesmo com esta revisão, notícias ambíguas muitas vezes são veiculadas nos jornais locais. Isso sem falar da Internet. A tecnologia via web tem se tornado tão instantânea e rápida que, às vezes, a notícia é publicada sem nenhuma revisão, gerando erros e mais erros. A busca pelo furo jornalístico é tão intensa que não estão mais se preocupando com a qualidade da informação e sim com a velocidade dela. No contexto alagoano, o fato da politicagem intimamente ligada ao jornalismo, faz com que a qualidade das notícias caia muito.
Cabe ao leitor ou ao espectador selecionar a qualidade e o tipo de notícia que quer receber. Só com um público mais crítico e seletivo, o jornalismo alagoano poderá evoluir e transpassar as barreiras que fazem com que este jornalismo fique parado no tempo. Cabe também aos jornalistas lutar por essa melhora na qualidade da informação, afinal de contas, são eles os responsáveis pela informação da população. E se não há uma transmissão que realmente preste, então não há como o leitor ser seletivo.
Hoje, eu percebi que, não importa o quanto a amizade seja forte e inesquecível, ela passa. Se até a vida passa, por que uma amizade haveria de ficar, não é mesmo? Não teria o menor cabimento.
Essa é a hora em que você pára para pensar nas suas amizades e vê que é verdade. Vê que aquele seu amigo de infância já não é mais tão seu amigo. Percebe que o passado foi maravilhoso, mas que o presente é um tormento. E, assim, acaba reparando que as suas amizades de agora, um dia, vão acabar se desgastando também...
E aí você acaba sozinho. Nós acabamos apenas com a nossa memória. Essa sim, não vai te deixar nunca só pra te fazer sofrer toda vez que você lembrar de alguém que simplesmente veio e foi embora da sua vida.
Não importa o tamanho e a força do sentimento. Não importa a duração da relação. Não importa a sua vontade em fazer com que a amizade perdure. Não importa a quantidade de amigos em comum... Nada disso importa. Um dia, você vai dizer tchau ao seu melhor amigo.
Eu percebi isso hoje mais cedo quando lembrei de um amigo que parecia eterno, mas que se foi. Lembrei de vários momentos inesquecíveis, mas que passaram junto com ele. E eu chorei. Chorei por saber que esse amigo se foi e os outros acabarão fazendo a mesma coisa. E novas pessoas surgirão. E essas novas pessoas irão embora também. E eu vou ficar sozinho. Eu e eu mesmo perdidos neste mundo de amigos que foram embora e não voltam nem tão cedo.
Se eu soubesse que seria assim, eu teria aproveitado mais. Ou até aproveitado menos para que as lembranças doessem menos em mim e eu pudesse me aproveitar mais. É, me aproveitar mais. É disso que eu to precisando. Porque eu nunca vou me abandonar, consequentemente, nunca haverão lembranças tristes que doem porque eu me aproveitei. É a única solução viável.
Eu odeio dar conselhos, mas me senti obrigado a dizer isso: não se apegue demais aos seus amigos, eles vão embora. E é isso que todos nós deveríamos saber. Deveria vir escrito no manual: use, mas não se apegue. Ou algo parecido.
Espero que eu aprenda. Espero que a partir de hoje eu comece a agir e pensar diferente. Mas sabe aquela história de que quem permanece no erro é burro? Bem, eu geralmente sou burro mesmo.
Essa é a hora em que você pára para pensar nas suas amizades e vê que é verdade. Vê que aquele seu amigo de infância já não é mais tão seu amigo. Percebe que o passado foi maravilhoso, mas que o presente é um tormento. E, assim, acaba reparando que as suas amizades de agora, um dia, vão acabar se desgastando também...
E aí você acaba sozinho. Nós acabamos apenas com a nossa memória. Essa sim, não vai te deixar nunca só pra te fazer sofrer toda vez que você lembrar de alguém que simplesmente veio e foi embora da sua vida.
Não importa o tamanho e a força do sentimento. Não importa a duração da relação. Não importa a sua vontade em fazer com que a amizade perdure. Não importa a quantidade de amigos em comum... Nada disso importa. Um dia, você vai dizer tchau ao seu melhor amigo.
Eu percebi isso hoje mais cedo quando lembrei de um amigo que parecia eterno, mas que se foi. Lembrei de vários momentos inesquecíveis, mas que passaram junto com ele. E eu chorei. Chorei por saber que esse amigo se foi e os outros acabarão fazendo a mesma coisa. E novas pessoas surgirão. E essas novas pessoas irão embora também. E eu vou ficar sozinho. Eu e eu mesmo perdidos neste mundo de amigos que foram embora e não voltam nem tão cedo.
Se eu soubesse que seria assim, eu teria aproveitado mais. Ou até aproveitado menos para que as lembranças doessem menos em mim e eu pudesse me aproveitar mais. É, me aproveitar mais. É disso que eu to precisando. Porque eu nunca vou me abandonar, consequentemente, nunca haverão lembranças tristes que doem porque eu me aproveitei. É a única solução viável.
Eu odeio dar conselhos, mas me senti obrigado a dizer isso: não se apegue demais aos seus amigos, eles vão embora. E é isso que todos nós deveríamos saber. Deveria vir escrito no manual: use, mas não se apegue. Ou algo parecido.
Espero que eu aprenda. Espero que a partir de hoje eu comece a agir e pensar diferente. Mas sabe aquela história de que quem permanece no erro é burro? Bem, eu geralmente sou burro mesmo.
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